Gramática da Ira por Marcelino Freire

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Marcelino Freire (PE-SP)

É Gramática para se levar debaixo do braço. À praça, à aula, à sala, à escola. Espalhar essa Ira lírica aonde quer que se vá. É o que eu tenho feito. A poesia de Nelson Maca tenho carregado, faz tempo, na memória. Na voz. No peito. Cada verso desse guerreiro desde quando o conheci. Em Salvador, Bahia. Com ele aprendi a conjugar o verbo verdadeiro. Na raiz. Na pele. No gesto. Emociona-me ouvi-lo. Ele e seu grito. Público. Antigo. Ancestral. Agora, e finalmente, expandido em livro. Ave nossa! Maravilha! Esta Gramática da Ira é tudo o que a nossa, morna e pálida, literatura precisava. E precisa. Estava ela, coitadinha, tão necessitada. Da chegada dessa palavra original e viva. Dessa poesia feita de luta. Cheia de autoestima e empenho social. Sem ser, assim, uma poesia panfletária. Mas planetária. Uma poesia, de fato, da encruzilhada. Poesia que cruza caminhos, que abre, que segue no sangue. Depois de ouvida. E lida. Ela não nos larga. Feito alegria e febre, nos acompanha. Música, tambor, dança, rap, atitude. É um livro-referência para toda uma juventude. E para todo aquele que queira fazer arte e cidadania. Sem ser chato, é bom que se diga. Um livro afirmativo, positivo, quente-fervente, pronto para sacudir. Demoraria eu, aqui, uma eternidade para elencar as lições-ebulições que apreendi. Canto a canto. Um livro-odisseia. Um tratado filosófico, sociológico, demasiadamente humano. Verdade que nos desperta. Leitura que a todos alerta. Quanto orgulho poder ler – e ser amigo de fé – deste imenso poeta!

MARCELINO FREIRE

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DIGNA RAIVA – Alejandro Reyes comenta a Gramática da Ira

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Alejando Reyes – do México

DIGNA RAIVA
Alejandro Reyes

Salve, camarada!

Quando eu li o manuscrito da Gramática da Ira do querido mano Nelson Maca, um ano atrás, acabavam de matar um amigo e companheiro, lutador jovem cheio de garra e de esperança, membro de uma comunidade indígena em resistência contra os projetos de morte cá em Chiapas, no México; assassínio covarde na porta da sua casa, na frente de um dos seus filhos.

Foi, portanto, com a Gramática da Ira que eu escrevi estas linhas em forma de carta, que agora, um ano depois, na véspera do aniversário da morte de Juan Vásquez, eu reescrevo. A leitura do livro do Maca naquele momento, como agora, foi a rima perfeita com a gramática do meu espírito: ira conjugada com amor, escrita com a caligrafia da dignidade; conjunção de indignações que atravessam o continente, vinculando cores e vidas e formas e resistência perante os racismos múltiplos e as tantas formas de desprezo e exploração.

A poesia do Maca me fez pensar no livro Mudar o mundo sem tomar o poder, de John Holloway:

No início é o grito. Nós gritamos. (…) Perante a mutilação de vidas humanas provocada pelo capitalismo, um grito de tristeza, um grito de horror, um grito de raiva, um grito de recusa: NÃO!
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O ponto de partida da reflexão teórica é a oposição, a negatividade, a luta. O pensamento nasce da ira, não da quietude da razão……

O ponto de partida é esse. A Gramática da Ira se posiciona na contramão dos discursos sobre o país mestiço, o país mulato, o país único e harmonioso do brasileiro “cordial”… todos esses discursos que, no fundo, instituem, ao mesmo tempo que invisibilizam, o racismo e a exploração.

Diz Holloway que é preciso se segurar à negação de um mundo que percebemos como errado. É preciso se segurar a essa negação porque ela é sufocante demais e emudece o nosso grito. “Nossa fúria se alimenta constantemente da experiência, mas qualquer tentativa de expressá-la se bate com uma parede de algodão absorvente.” Eis a questão: como fazer para transformar esse grito num grito primordial capaz de dar pé à ação revolucionária, como fazer desse grito a semente do novo, da luta, dos outros mundos possíveis, quando os contra-discursos estão ali para nos emudecer como uma parede de algodão absorvente: o lenga-lenga da resolução amigável dos conflitos, da procura da “integração”, da civilidade cordial brasileira… Aí é que entra o “Manual do usuário da Gramática da Ira”. Nele, Nelson Maca renova a velha questão: harmonia ou conflito. A tão vendida suposta harmonia do povo brasileiro e o famoso “jeitinho” de resolver as coisas no jogo de cintura é duvidosa herança dos discursos feitos para nos amolecer, para evitar o ¡Ya Basta! que abre o caminho à libertação. Fundamental nesse sentido é a ênfase na Divergência. Porque se trata de divergir de tudo aquilo tido como “normal”, e nisso cabe não só uma, mas muitas divergências, todas as que compõem a riqueza do povo brasileiro/latino-americano/mundial e, sobretudo, dos que estão embaixo, nos porões, pisados pelos poucos lá de cima, sob as botas do racismo e da exploração e, no caso, evidentemente, o negro não só do Brasil, mas da diáspora toda. As constantes referências a Malcolm X, Fela Kuti, Aimé Cesaire, Frantz Fanon, lutadores e pensadores da divergência combativa, enriquecem a poesia com a reflexão e a memória histórica.

Gramática da Ira é o grito do NÃO que nos une, a digna raiva que se recusa a aceitar o horror deste mundo e que sustenta a criação e recriação desse NÓS da luta, e que nos permite não apenas aspirar a reverter os papéis, a trocar os lugares num edifício infame, mas a derrubar o edifício todo e reconstruir outra coisa. Perdoar, nunca. Mansidão, jamais. Mas acabar não apenas com aqueles que ocupam os andares de cima, mas com o prédio todo que eles mandaram construir com o nosso suor e, infelizmente, muitas vezes, com a nossa cumplicidade também.

Andares de cima nunca mais!

Axé!
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Alejandro Reyes nasceu na cidade do México. É escritor, tradutor, jornalista e ativista. Depois de morar vários anos nos Estados Unidos e na França, mudou-se, em 1995, para o Brasil, onde trabalhou com crianças “de rua” e adolescentes da periferia. É mestre em Estudos Latino-Americanos e doutor em Literatura Latino-Americana pela Universidade da Califórnia em Berkeley. Colabora em várias mídias alternativas, reportando sobre movimentos sociais no México e Estados Unidos. Participou no movimento literário baiano e publicou Vidas de rua, Contos mexicanosVozes dos porões, ensaio sobre o movimento de literatura periférica/marginal no Brasil. A rainha do Cine Roma, seu primeiro romance, foi finalista do prêmio Leya 2008 e ganhador do prêmio Lipp 2012 pela versão em espanhol, e foi publicado no Brasil, Portugal, México e, no próximo ano, na França. Atualmente mora em Chiapas, México.

AXÉS TOQUES E SALVES DA BASE ALIADA

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Ana Cristina Pereira

ANA CRISTINA PEREIRA (Salvado.BA) Acompanhar uma construção que leva mais de dez anos pode fazer você perder o impacto e o sentido de sua totalidade. Mas, agora, diante da Gramática personalizada, vem a certeza de que cada citação, cada verso, cada poema (alguns tão familiares) se cruzam no desafio que Nelson se impõe de não esquecer o passado, enfrentar com coragem o presente e projetar um futuro. Sempre com poesia.
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Berimba de Jesus

BERIMBA DE JESUS O poeta é o que diz, e sempre deve estar atento à maneira com que diz. Maca manuseia a linguagem com preocupação, conforme lhe foi ensinado, e, sendo assim, com atitude. Para uns é cortesão e pra outros inelegante. A gramática de Maca é das encruzilhadas, aquela que reivindica na prática. Maca é negro e, como negro, fala o que sucede através da poesia, do vir a ser o sentido de um homem negro. Meu respeito!
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JOE – Jocelino Oliveira Evangelista

DJ.JOE (Salvado.BA)

Expectativa total para apreciar este filho que está sendo gerado de forma independente e, não por isso,  deixando de ser profissional e com uma pegada pulsante, como não poderia deixar de ser. Tomo como parâmetro a poesia forte e vibrante do autor… No decorrer do processo já fui brindado com pequenos trechos, que estarão fazendo parte do livro, mas, pelo que conheço do mesmo, muitas pérolas a serem reveladas ainda…  Vale a pena conferir!
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#Câmara dos Deputados comemora o Dia internacional do Hip Hop
Genival Oliveira Gonçalves – GOG

GOG (Brasília.DF) Decretar a falência da gramática estática é o maior desafio na diáspora negra. A escrita dos novos escribas esgotando os tinteiros e abastecendo a “pena sangrenta”. Nelson Maca me conduz ao meu orum. Gramática da Ira. .
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Iraildes Nascimento

IRAILDES NASCIMENTO (Salvado.BA) Há tempos que acompanho Nelson Maca e estou ansiosa pela leitura de registro negro da oralidade, funcionalidade, expresso pela sua sensibilidade, astúcia, irreverência de olho de “orogbó”. A divergência literária de caminhos negros personalizada na Gramática da Ira. …………………………………………………….

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Jorge Washington

JORGE WASHINGTON (Salvado.BA) Tenho tido especial interesse pela relação entre poesia e uma nova dramaturgia negra e acredito que, com a “Gramática da Ira”, esse novo rebento de meu amigo Nelson Maca, vamos ter em mãos um farto material com os questionamentos e a beleza de uma poesia negra divergente, no melhor sentido da palavra.
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José Carlos Limeira

JOSÉ CARLOS LIMEIRA (Salvador.BA) Nelson Maca é um ícone da literatura negra brasileira e um real difusor da sua produção, conduzindo sempre e com maestria eventos de alta qualidade, descobrindo talentos e reverenciando os nomes que sempre lutaram pela dignidade do escritor negro brasileiro. A Gramática da Ira seu esperado livro será sem dúvida sucesso de público e crítica, sobretudo pela qualidade e cuidado do seu autor, por quem tenho um grande respeito, e nunca vou esquecer que foi meu mestre. …………………………………………………….

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Leo Ornelas

LEO ORNELAS (Salvado.BA) Expectativa, curiosidade, ansiedade. Mas agora Exu está em festa. Nelson Maca, poeta encruzilhador, espalha por vários caminhos o seu livro Gramática da Ira… Laroyê …………………………………………………….

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Mano Teko

MANO TEKO (Rio de Janeiro.RJ)

Na escola ou mesmo e casa não se tinha acesso… Encontrei, através da poesia-pessoa do Mestre Nelson Maca, o juntar das peças de tantos questionamentos. Identificação por não levar a arte pela arte. Tem fundamento e aguardo esse livro como um Borí, presente às nossas cabeças. É fogo na vela… …………………………………………………….

Michel
Michel Yakini

MICHEL YAKINI  – Sarau Elo da Corrente (Pirituba.SP)

Faz um tempo que espero mergulhar nas páginas do tão esperado Gramática da Ira, do meu camaradinho Nelson Maca. Por tantas vezes que versamos juntos em SP ou em BA e que ferveu em mim as forças do seu verso malungo, mas que trás um fino trato com palavra escrita, por uma estética negra e divergente. Quero saber como é que cada poema vai sacudir meu silêncio, meu tempo de leitura, meu deguste no busão, no quintal, na leitura de um sarau. Venha firme Gramática da Ira, é hora de morar sua página em nossas mãos. Seja bem vindo!
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Wilson Freire

WILSON FREIRE (Recife-PE)

O Gramática da Ira tinha voz: A oralidade de quem vive pelas encruzilhadas, becos e quebradas da vida. De quem, nem no exílio imposto pelos dominantes, negou sua ancestralidade. Era gritada pelo Poeta Nelson Maca.  Precisava de um registro gráfico, impresso, para que não se perder. Na curta memória dos que por aqui passam e ouvem e nada gravam. Aí está. Para a história. Abram o livro e leiam. Depois não digam que eu não avisei que o poeta é irado, mermo!
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Gramática da Ira – Campanha TRANSE e PRÉ-VENDAS

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GRAMÁTICA DA IRA EM TRANSE – GRAMÁTICA DA IRA EM TRANSE

Como todos já sabem, meu livro de poemas, Gramática da Ira, está na gráfica e seu lançamento agendado para o dia 14 de maio próximo, no Espaço Cultural da Barroquinha, na Praça Castro Alves, em Salvador, a partir das 18h.

Fico honrado em reafirmar que, por minha própria opção, todo o processo está sendo independente: estratégica, poética, política, econômica, étnica e espiritualmente. É exatamente assim que eu sempre quis. Por isso, conforme venho anunciando há muito, começo, simultaneamente, a PRÉ-VENDA do livro e a campanha colaborativa TRANSE.

O TRANSE é um processo colaborativo mais direto, sem intermediários, ou seja, Nós Por Nós. Seu objetivo central é fortalecer, principalmente, produções poéticas da Negritude com o selo Blackitude, que também está sendo inaugurado agora.

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As pessoas podem colaborar e duas formas: PRE-VENDAS e TRANSE

1- PRÉ-VENDAS E VENDAS POSTERIORES

Compra antecipada do livro Gramática da Ira. O custo corresponde ao preço normal do livro somado com as despesas de postagem – para endereços fora de Salvador que depender dos serviços dos Correios.

:: PREÇOS E TAXAS

1- Custo do livro sem postagem = R$ 30,00 (Trinta reais)

2- Livro + postagem registrada = 30,00 + 10,00 = R$ 40,00 (Quarenta reais)
Tempo de recebimento: até 10 dias!

3- Livro + postagem por SEDEX  = 30,00 + 50 – R$ 80,00 (Oitenta reais)

Para o caso de PRÉ-VENDA, as compras feitas até um da após o lançamento (15.06), o livro será enviado na primeira segunda feira após o evento, ou seja, no dia 18 de maio.

– Após o processo de lançamento, seguiremos VENDAS normais por encomenda. Então o livro será enviado até o segundo dia útil após a comprovação do depósito.

:: CONTATOS

Para PRÉ-VENDAS (até o dia do lançamento) e Vendas (após o lançamento):

Email: gramaticadaira@gmail.com
WhatsApp: 71-9210.1487 (Lúcia)
Celular: 71-9130.4618 (Nelson Maca – Tim)

:: DADOS BANCÁRIOS PARA O DEPÓSITO

Banco BRADESCO  – Conta POUPANÇA
Agência 3173-9
Conta poupança 0120575-7
Favorecida: Ana Cristina Pereira dos Santos

:: COMO PROCEDER

O processo é simples: o interessado deposita o valor referente ao item de preço e taxa escolhido acima e depois apresenta o COMPROVANTE (imagem: scanner ou foto).
* Mais instruções e esclarecimentos poderão ser feitos através dos contatos acima.

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2- TRANSE – CAMPANHA COLABORATIVA  

Com essa estratégia denominada TRANSE, na verdade, conclamo os parceiros e parceiras para que comunguem uma postura coletiva, ou seja, que sejam materialmente responsáveis pela publicação do livro de poemas Gramática da Ira. Isso, logicamente, para além do interesse pessoal, material e imediato.

No processo em TRANSE, se dá uma inversão cultural: ao invés de desconto ou vantagens, as pessoas investem uma quantia maior na obra, valorando-a para além do objeto livro em si. Também não haverá sorteios, nem brindes! Apenas o chamamento de quem reconhece a importância da obra.

O TRANSE tem justamente a intenção de permitir uma relativa independência ao autor, ao livro e ao selo. Logicamente, o fim principal é viabilizar a publicação da obra em si, o que requer dinheiro. Então evitar gastros extras é fundamental ao projeto editorial e à sua campanha de arrecadação colaborativa!

É importante deixar objetivo que, com a publicação da Gramática da Ira, não nos ressentimos de assumir que temos fins comerciais. Primeiramente, para cobrir a dívida já empenhada na fabricação do livro, bem como da preparação dos originais. Além disso, autor e demais envolvidos não deixam de se reconhecer como empreendedores e vislumbrarem no livro um produto alternativo, porém dignamente comercializável. A experiência era continuidade, com novas edições da Gramática, e publicação de novos títulos.

Espero a compreensão e adesão de quem entende e concorda que essa é uma estratégica válida na luta pela afirmação de nossas próprias narrativas de vida e condução de nosso processo editorial. Desses parceiros espero uma oferta maior pelo livro do que os valores estabelecidos para as pré-vendas e respectivas vendas.

Logo, estarão no TRANSE com a gente aqueles e aquelas que colaborarem com quantias que ultrapassem os valores estipulados na tabela acima.

:: CONTATOS PARA COLABORAR NO TRANSE

Email: gramaticadaira@gmail.com
WhatsApp: 71-9210.1487 (Lúcia)
Celular: 71-9130.4618 (Nelson Maca – Tim)

:: DADOS BANCÁRIOS PARA O DEPÓSITO

Banco BRADESCO – Conta POUPANÇA
Agência 3173-9
Conta poupança 0120575-7
Favorecida: Ana Cristina Pereira dos Santos

:: COMO PROCEDER

O processo é simples: o interessado deposita o valor que pretende colaborar para o projeto referente e depois apresenta o COMPROVANTE (imagem: scanner ou foto).
* Mais instruções e esclarecimentos poderão ser feitos através dos contatos acima.

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3- FECHANDO AS DEMANDAS

De fato, tenho a expectativa de que, com esses parceiros e parceiras, e com a pré-venda, seja levantada a quantia que permitirá driblar o jogo das editoras comerciais tradicionais e “botar nosso bloco na rua”. Desde anunciada, recusei que minha Gramática da Ira saísse por algumas dessas editoras, justamente pelas suas palavras desviantes, condições contratuais aviltantes e pelo descaso que demonstram com nossas produções depois de publicadas por eles.

Resolvi usar dessa estratégia de arrecadação inspirado em alguns AMIGOS E PARCEIROS QUE HÁ ANOS ME PERGUNTAM COMO PODERIAM COLABORAR EFETIVAMENTE, para verem meu livro publicado. Editores independentes me convidaram para lançar pelos seus selos. Parece mentira, mas protelei, ou mesmo recusei, essas gentilezas todas.

Agora e aqui estou, chamando-os, para que colaborem aqui e agora!

Assim faço porque tenho convicção política de que meu livro pode ser um bom início para um selo independente, o Blackitude, voltado para a produção e distribuição de livros de autores de nossa proximidade, e a nós essenciais, que trabalham, de dentro, de maneira tensa e bela, a questão da Negritude.

One People, One Love!!

Time Will Tell!

Salvador, 28 de abril de 2015

Nelson Maca
Poeta Exu Encruzilhador de Caminhos,
Aprendiz de Editor e Comerciante Tímido!